Nenhuma criação pode configurar-se em termos de nada

CO é um trabalho que se orienta por directrizes de implicação no que concerne a arte em relação à existência, à organicidade da vida urbana, à configuração do real. Nenhuma expressão estética pode fazer do seu âmbito reflexivo um aparte de como a vida é, ou de como a sociedade funciona.

Nisso ousamos aproximar-nos das hipóteses que o professor Andrew Hewitt (2005) levanta acerca da implicação estética na organização social a sustentar que «as acções não são representações que remetem a algo, mas são elas próprias ideologia. São medias de uma ordem social que trazem em seu cerne o entendimento de que um processo de aproximação entre estética e os acordos sociais que estão em um funcionamento, opera produzindo códigos estilísticos que vão mediar as comunicações neste ambiente».

Nenhuma criação pode configurar-se em termos de nada, pois a arte é também a sociedade a funcionar e exige este engajamento onde o discurso encontra a prática numa esfera de comunicação pública. CO é uma criação a performar a realidade que integra agenciando a produção do real em que actua. É mesmo intenso trabalho de ser co.

As questões que movimentam CO (iii) (ii) (i)

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